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Global Zero Waste no Go Circular Alemanha 2026
Neste artigo
Padronização, competitividade e regras claras para garantir a transição da indústria plástica rumo à economia circular
A economia circular do plástico atravessa um momento decisivo. A Europa elevou o padrão regulatório com o Regulamento (UE) 2025/40, de 19 de dezembro de 2024, sobre embalagens e resíduos de embalagens, que entrou em vigor em 12 de fevereiro de 2025, e com o fortalecimento da Responsabilidade Estendida do Produtor para produtos têxteis. No entanto, o debate atual já não gira em torno de quanta regulação existe, mas da sua coerência e aplicabilidade.
A pergunta que domina hoje o setor é mais profunda: pode o sistema circular europeu ser competitivo sem perder rigor técnico?
Estes temas marcarão a 7ª edição da cúpula empresarial GO CIRCULAR, que será realizada em 25 e 26 de março de 2026 em Mannheim, na Alemanha, sob o título “Impulsionar a clareza plástica: conectar políticas, tecnologia e consumidores”.
A transparência e a rastreabilidade nos processos de padronização são a chave
No painel “Perspectivas globais: igualdade de condições”, a nossa fundadora e CEO Sandra Pinzón apresentará a experiência na implementação da Norma Global Zero Waste, com uma abordagem baseada em padronização, medição e verificação técnica.
Serão compartilhados casos reais de gestão de resíduos têxteis e de embalagens implementados em diferentes países da região, como a Falabella, companhia líder nos setores de varejo, comércio eletrônico e serviços financeiros, que opera principalmente no Chile, na Colômbia, no Peru, na Argentina, no Brasil, no México e no Uruguai; e a Darnel Ajover, multinacional de embalagens plásticas com plantas de produção na Colômbia, no Brasil, na Argentina, no Uruguai, nos Estados Unidos, na Espanha e na Türkiye.
Como líder da Norma Global Zero Waste, Sandra levará a Mannheim uma abordagem técnica centrada na evolução dos sistemas de gestão de materiais e resíduos rumo a modelos estruturados, mensuráveis e comparáveis internacionalmente. Destacará como metodologias como o Sistema de Gestão Zero Waste, baseadas em indicadores de desempenho, critérios de cumprimento e verificação independente por terceiros, permitem assegurar rastreabilidade, consistência metodológica e transparência em todo o ciclo do material.
Por sua vez, Sabine Theobald, coordenadora de relações estratégicas e especialista da equipe da Global Zero Waste, trará uma perspectiva focada na implementação operacional destes padrões em distintos ambientes regulatórios. A sessão analisará como a padronização pode adaptar-se a marcos normativos diversos sem perder rigor técnico, demonstrando que a consistência metodológica é um habilitador de competitividade e uma condição essencial para construir confiança sistêmica na economia circular.
Da inovação tecnológica à implementação mensurável
Durante anos, a conversa sobre plásticos concentrou-se na inovação tecnológica, na qualidade do material recuperado, na eficiência da reciclagem mecânica frente à química e na capacidade de transformação de novas plantas. Hoje o desafio é outro: assegurar que aquilo que se apresenta como circular possa ser demonstrado sob critérios técnicos.
Quando os padrões não estão alinhados, surgem ambiguidades, distorcem-se os custos reais e enfraquece-se a confiança de investidores e compradores. Em um contexto de volatilidade e competição internacional, a clareza operacional sobre como se mede, quem certifica e sob quais critérios é determinante.
A economia circular entrou em uma fase de maturidade. Já não se trata apenas de declarar compromissos, mas de estruturar sistemas que permitam medir desempenho, reconhecer equivalências e sustentar a competitividade.
Sob esta abordagem, a Global Zero Waste, organização líder em padrões internacionais de economia circular, e a Cercarbono, entidade especialista em mecanismos de mitigação da mudança climática, consolidaram uma aliança estratégica para desenvolver o Programa Voluntário de Economia Circular. Este programa constitui-se como um instrumento de mercado robusto que facilita a recuperação de materiais em toda a cadeia de valor por meio da comercialização de Créditos Circulares, que financiam serviços ambientais de redução e recirculação. A integridade deste ecossistema apoia-se na plataforma tecnológica da EcoRegistry, que utiliza tecnologia blockchain para garantir transparência, rastreabilidade e segurança no registro de projetos, evitando a dupla contabilidade e permitindo a transferência internacional de créditos com total confiança para investidores e compradores.
Participe da conversa que vai definir a próxima década
GO CIRCULAR reunirá reguladores, investidores e líderes das principais indústrias de transformação e gestão de materiais do setor têxtil e da indústria do plástico, para transitar rumo a uma economia circular verificável.
Faça parte da conversa. Vemo-nos em Mannheim!
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